Os módulos SFP (Small Form-factor Pluggable) são componentes essenciais nas redes de comunicação modernas, especialmente em data centers e equipamentos de rede. Eles são responsáveis pela conversão de sinais elétricos em sinais ópticos e vice-versa, permitindo a transmissão de dados em altas velocidades através de fibras ópticas. Neste artigo, vamos explorar em detalhes a estrutura física dos módulos SFP, desvendando os componentes que fazem com que eles funcionem de forma tão eficiente.
O que é um Módulo SFP?
Um módulo SFP é um transceptor óptico de pequeno formato que se encaixa em portas específicas em switches, roteadores e outros equipamentos de rede. Ele é hot-swappable, ou seja, pode ser inserido ou removido sem a necessidade de desligar o equipamento, proporcionando grande flexibilidade na configuração e manutenção das redes.
A Estrutura Física Interna
A estrutura física de um módulo SFP é relativamente simples, mas abriga componentes eletrônicos e ópticos complexos que trabalham em conjunto para realizar a conversão de sinais. Os principais componentes são:
- Conector Óptico: Localizado em uma das extremidades do módulo, o conector óptico é responsável por conectar o módulo à fibra óptica. Existem diferentes tipos de conectores ópticos, como LC, SC e MPO, cada um com suas características específicas.
- Circuito Eletrônico: O circuito eletrônico é o “cérebro” do módulo SFP. O circuito eletrônico é responsável por:
1 – Conversão de sinais: O circuito eletrônico converte os sinais elétricos em sinais ópticos e vice-versa, permitindo a transmissão de dados através de fibras ópticas.
2 – Gerenciamento de energia: O circuito eletrônico controla o consumo de energia do módulo SFP, garantindo que ele funcione de forma eficiente.
3 – Monitoramento de temperatura: O circuito eletrônico monitora a temperatura do módulo SFP, garantindo que ele não superaqueça.
4 – Diagnóstico de erros: O circuito eletrônico pode detectar e reportar erros no módulo SFP, facilitando a manutenção e a reparação.
O circuito eletrônico é um componente fundamental do módulo SFP, sem o qual ele não seria capaz de funcionar corretamente. Ele é responsável por garantir que o módulo SFP seja confiável, eficiente e durável.

- TOSA (Transmitter Optical Sub-Assembly): A TOSA é a parte do módulo responsável pela transmissão dos dados. Ela converte os sinais elétricos em pulsos de luz que podem viajar pela fibra óptica. A TOSA é composta por um diodo laser, que emite a luz, e outros componentes que condicionam o sinal.

- ROSA (Receiver Optical Sub-Assembly): A ROSA é a parte do módulo responsável pela recepção dos dados. Ela converte os pulsos de luz que chegam pela fibra óptica em sinais elétricos que podem ser processados pelos equipamentos de rede. A ROSA é composta por um fotodiodo, que converte a luz em corrente elétrica, e outros componentes que amplificam e condicionam o sinal.

- BOSA (Bi-Directional Optical Sub-Assembly): Em alguns módulos SFP, encontramos a BOSA, que combina as funções de TOSA e ROSA em um único componente. Isso permite a transmissão e recepção de dados pela mesma fibra óptica.

Como Funciona?
O funcionamento básico de um módulo SFP envolve a seguinte sequência:
- Transmissão: Os dados elétricos são enviados para a TOSA, que os converte em pulsos de luz.
- Propagação: Os pulsos de luz viajam pela fibra óptica até o módulo SFP receptor.
- Recepção: A ROSA do módulo receptor capta os pulsos de luz e os converte novamente em sinais elétricos.
- Processamento: Os sinais elétricos são enviados para o equipamento de rede de destino, onde são processados.
A estrutura física dos módulos SFP é bastante simples e gerenciável. A unidade de transmissão de dados transmitirá e o lado do receptor receberá dados que são suportados por dois componentes diferentes que são categorizados principalmente como TOSA e ROSA. Temos também os SFP’s BiDi que combinam a função de transmitir e receber juntos. Portanto, a função de transceptor e receptor é alcançada usando o método BOSA.
Tipos de Módulos SFP
Existem diversos tipos de módulos SFP, que se diferenciam em relação à velocidade de transmissão, distância máxima, comprimento de onda da luz utilizada e tipo de conector. Alguns dos tipos mais comuns são:
- SFP: Módulos de primeira geração, com velocidades de até 1 Gbps.
- SFP+: Módulos de segunda geração, com velocidades de até 10 Gbps.
- SFP28: Módulos de terceira geração, com velocidades de até 25 Gbps.
- SFP56: Módulos de quarta geração, com velocidades de até 100 Gbps.
Diferenças entre os tipos de módulos SFP: SFP, SFP+, SFP28 e SFP56
Os módulos SFP, embora compartilhem a mesma forma física básica, apresentam diferenças significativas em termos de desempenho e aplicações. Essas diferenças são principalmente devido à evolução tecnológica e às demandas crescentes por maior largura de banda nas redes.
- SFP (Small Form-factor Pluggable):
- Velocidade: Até 1 Gbps.
- Aplicações: Redes de baixa velocidade, como redes LAN e WAN de pequenas empresas.
- Características: É o módulo SFP original e mais simples, com menor complexidade eletrônica.
Link com exemplos: https://www.tellycom.com.br/sfp-1-25g
- SFP+ (SFP Plus):
- Velocidade: Até 10 Gbps.
- Aplicações: Redes de alta velocidade, como data centers e redes de armazenamento.
- Características: Oferece uma taxa de transferência de dados significativamente maior em comparação com o SFP, tornando-o ideal para aplicações que exigem maior largura de banda.
Link com exemplos: https://www.tellycom.com.br/sfp-10g
- SFP28:
- Velocidade: Até 25 Gbps.
- Aplicações: Redes de alta densidade e alta velocidade, como redes 100G Ethernet.
- Características: Utiliza a tecnologia PAM4 (Pulse Amplitude Modulation with 4 levels) para alcançar altas taxas de dados, sendo ideal para aplicações que exigem baixa latência e alta densidade de portas.
Link com exemplos: https://www.tellycom.com.br/sfp28-25g-sfp28-duplex
- SFP56:
- Velocidade: Até 56 Gbps.
- Aplicações: Redes de alta performance, como redes de telecomunicações e data centers de grande porte.
- Características: Utiliza a tecnologia PAM4 para alcançar ainda maiores taxas de dados, sendo ideal para aplicações que exigem a máxima capacidade de transmissão.
- Tabela comparativa:
| Tipo de Módulo | Velocidade Máxima | Aplicações Típicas | Tecnologia |
| SFP | 1 Gbps | Redes de baixa velocidade | NRZ |
| SFP+ | 10 Gbps | Redes de alta velocidade, data centers | NRZ |
| SFP28 | 25 Gbps | Redes 100G Ethernet, alta densidade | PAM4 |
| SFP56 | 56 Gbps | Redes de alta performance, telecomunicações | PAM4 |
Considerações importantes:
- NRZ (Non-Return-to-Zero): É um esquema de codificação de sinal digital onde o nível lógico “1” é representado por um sinal positivo e o nível lógico “0” por um sinal negativo.
- PAM4 (Pulse Amplitude Modulation with 4 levels): É um esquema de modulação digital que utiliza quatro níveis de amplitude para representar dados, permitindo maiores taxas de dados em comparação com o NRZ.
A escolha do tipo de módulo SFP depende de diversos fatores, como:
- Velocidade de transmissão requerida: Cada tipo de módulo oferece uma velocidade máxima diferente.
- Distância de transmissão: A distância máxima que os dados podem ser transmitidos varia de acordo com o tipo de fibra óptica e o módulo utilizado.
- Orçamento: Os módulos SFP de maior velocidade geralmente são mais caros.
- Aplicações específicas: Cada aplicação tem requisitos específicos em termos de desempenho e características.
Redes de dados: Conectando servidores, switches e roteadores em data centers e redes corporativas.
Telecomunicações: Em equipamentos de telecomunicações, como multiplexadores e sistemas de transporte óptico.
Redes de armazenamento: Conectando dispositivos de armazenamento em redes SAN (Storage Area Network).
Redes de vídeo: Transmissão de vídeo em alta definição.
Ao escolher um módulo SFP, é fundamental considerar todos esses fatores para garantir que o equipamento seja adequado às necessidades da sua rede.