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Como Migrar de uma Rede 10G para 100G Reduzindo Custos

A demanda por largura de banda nas redes corporativas cresce continuamente. Aplicações em nuvem, virtualização, armazenamento distribuído, inteligência artificial e o aumento do tráfego de dados fazem com que muitas empresas comecem a avaliar a migração de infraestruturas de 10 Gigabit Ethernet (10GbE) para 100 Gigabit Ethernet (100GbE).

Entretanto, uma dúvida é comum entre gestores de TI e profissionais de infraestrutura: é realmente necessário substituir toda a rede para migrar para 100G? Na maioria dos casos, a resposta é não.

Com um bom planejamento, é possível aproveitar parte da infraestrutura existente, modernizar apenas os enlaces mais críticos e reduzir significativamente o investimento necessário. Neste artigo, você entenderá quais fatores devem ser analisados antes da migração e conhecerá estratégias para tornar essa atualização mais econômica e eficiente.

Por que migrar para 100G?

A adoção de redes 100G deixou de ser uma realidade exclusiva de grandes data centers. Atualmente, empresas de diversos segmentos utilizam enlaces de maior capacidade para atender aplicações que exigem alto desempenho, como:

  • Virtualização de servidores;
  • Armazenamento em rede (SAN);
  • Backup de grandes volumes de dados;
  • Computação em nuvem;
  • Ambientes de IA e análise de dados;
  • Backbone corporativo;
  • Interligação entre switches de agregação.

Além do aumento de velocidade, a migração proporciona menor latência, maior escalabilidade e prepara a infraestrutura para futuras expansões.

O maior custo nem sempre está nos equipamentos

Um erro comum é imaginar que o investimento em uma migração está concentrado apenas na compra de switches ou transceptores. Na prática, boa parte do orçamento pode estar relacionada a:

  • substituição de cabeamento;
  • reorganização do rack;
  • instalação de novos painéis ópticos;
  • tempo de indisponibilidade da rede;
  • mão de obra especializada;
  • retrabalho causado por um planejamento inadequado.

Por isso, conhecer detalhadamente a infraestrutura existente é um dos primeiros passos para reduzir custos.

Faça um inventário da sua infraestrutura

Antes de adquirir qualquer equipamento, é importante responder algumas perguntas.

Qual tipo de fibra óptica está instalado?
Identifique se os enlaces utilizam:

  • Fibra multimodo OM3;
  • Fibra multimodo OM4;
  • Fibra multimodo OM5;
  • Fibra monomodo OS2.

Essa informação influencia diretamente a escolha dos transceptores e define quais distâncias poderão ser atendidas sem a necessidade de substituir o cabeamento.

Qual é a distância real entre os equipamentos?

Nem sempre a distância física corresponde ao comprimento do enlace.

Considere o percurso completo da fibra, incluindo:

  • patch panels;
  • distribuidores ópticos;
  • cordões ópticos;
  • caixas de emenda;
  • reservas técnicas.

Essa medição é essencial para selecionar corretamente os módulos ópticos.

Avalie o orçamento óptico

Outro fator importante é verificar a perda total do enlace.

Conexões adicionais, emendas e conectores aumentam a atenuação do sinal. Conhecer esse cenário permite escolher transceptores compatíveis e evitar problemas de comunicação após a migração.

Nem toda a rede precisa migrar ao mesmo tempo

Uma das estratégias mais eficientes para reduzir custos consiste em realizar a atualização por etapas.

Em vez de substituir toda a infraestrutura, muitas empresas optam por atualizar inicialmente apenas os enlaces que concentram maior volume de tráfego, como:

  • backbone principal;
  • interligação entre switches;
  • links para servidores de virtualização;
  • conexões com sistemas de armazenamento.

Os demais segmentos podem permanecer operando em 10G até que exista uma necessidade real de expansão.

Essa abordagem reduz o investimento inicial e distribui os custos ao longo do tempo.

Aproveite a infraestrutura existente sempre que possível

Uma análise técnica adequada pode revelar que grande parte da infraestrutura atual continua apta para operar em velocidades mais elevadas.

Em muitos projetos é possível reaproveitar:

  • fibras monomodo;
  • fibras OM4 em boas condições;
  • patch panels;
  • bandejas de distribuição;
  • parte dos cordões ópticos.

Esse reaproveitamento reduz significativamente o CAPEX do projeto e diminui o tempo necessário para a implantação.

Escolha o transceptor adequado para cada aplicação

Um dos erros mais frequentes é selecionar módulos ópticos considerando apenas a velocidade.

Na realidade, fatores como distância, tipo de fibra, arquitetura da rede e equipamentos utilizados devem ser avaliados em conjunto.

Entre as tecnologias mais comuns para aplicações 100G estão:

  • QSFP28 SR4 para enlaces curtos em fibra multimodo;
  • QSFP28 CWDM4 para médias distâncias utilizando fibra monomodo;
  • QSFP28 LR4 para enlaces de até 10 km;
  • QSFP28 DR e FR para arquiteturas modernas de data centers;
  • soluções BiDi, quando a infraestrutura existente permite sua utilização.

A escolha correta evita gastos desnecessários e garante o melhor desempenho para cada cenário.

Planeje pensando no futuro

Embora muitas empresas estejam migrando para 100G, é importante lembrar que tecnologias de 200G, 400G e 800G já fazem parte de diversos ambientes de alta performance.

Por isso, vale a pena projetar uma infraestrutura preparada para futuras expansões, priorizando cabeamento de qualidade, organização adequada dos racks e componentes compatíveis com a evolução da rede.

Esse planejamento reduz a necessidade de novas intervenções e aumenta o retorno sobre o investimento realizado.

Conte com soluções confiáveis para sua migração

Independentemente do porte da empresa, a confiabilidade dos componentes ópticos tem impacto direto na estabilidade da rede.

Atualmente, o mercado oferece transceptores desenvolvidos para diferentes distâncias, arquiteturas e fabricantes, permitindo criar projetos sob medida sem comprometer desempenho ou compatibilidade.

Nesse contexto, linhas como os transceptores ópticos Miljet disponibilizam opções para aplicações de 100G em diferentes cenários, atendendo desde enlaces internos em data centers até conexões de longa distância. A escolha do modelo adequado, aliada a um planejamento bem estruturado, contribui para uma migração segura e com excelente relação entre custo e benefício.

Conclusão

Migrar de 10G para 100G não significa substituir toda a infraestrutura existente.

Com um inventário detalhado da rede, análise do cabeamento, seleção correta dos transceptores e atualização gradual dos enlaces mais críticos, é possível reduzir significativamente os custos do projeto e obter ganhos expressivos em desempenho.

Antes de iniciar a migração, vale a pena realizar um diagnóstico completo da infraestrutura óptica. Essa etapa ajuda a identificar oportunidades de reaproveitamento, evita investimentos desnecessários e garante que cada componente escolhido esteja alinhado às necessidades atuais e ao crescimento futuro da rede.

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